2007 marca os 20 anos do Movimento Antimanicomial, mais precisamente no dia 18 de maio, data que remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, em São Paulo.
A origem mais antiga do movimento está na Reforma Sanitária Brasileira que resultou na criação do Sistema Único de Saúde – (SUS); e na desinstitucionalização da Psiquiatria realizada na Itália, por Franco Basaglia nos anos 60.
Através da Luta Antimanicomial deu-se a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei Paulo Delgado (1991), que ditou as diretrizes de reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental, buscando transferindo dos hospitais psiquiátricos, que na prática apenas isolavam os portadores de transtornos mentais, para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos. A mais importante resolução da Lei, e a principal bandeira do movimento, é a desativação dos manicômios, permitindo aos portadores de transtornos mentais conviver livremente na sociedade. Porém a reforma ainda tema de debate no Brasil, e as resoluções tomadas neste processo não foram totalmente implementadas.